Mundo mundo, vasto mundo.
Tão vasto e pouco profundo.
Somos o que aparentamos, ignorantes a fundo.
Mundo raso, superficial, estúpido, rotundo.
Voltas e mais voltas, em torno de si.
Nem lhe ocorre que há de haver mais por ali.
Uma volta, outra volta, volta e meia, me perdi.
O ciclo começa e termina, idêntico.
E, tarde demais, nem percebi.
Mundo separado, particionado, planejado, calculado.
Segregado, estagnado, mal intencionado, errado.
Nos dividimos pela origem, pela pele, pelo estereotipado.
Até quando cederemos ao ponto marcado, à coleira do mercado?
Somos todos animais. "Racionais", mas mesmo assim animais.
Somos diferentes, e ainda assim somos iguais.
Seríamos, se a oportunidade fosse apresentada.
Oportunidade que, aos poucos, é mais contestada.
Contestada, por não existir, por ser uma mera fachada.
Assim dissecamos uns aos outros no gume de uma espada.
Dissecamos, avaliamos, julgamos e ignoramos.
Se algo é diferente, não vale a pena levar pra frente.
Por que é difícil sair da zona de conforto e da segurança inerente?
Seria mais fácil se nos acolhêssemos a todos como seres mundanos.
Quem sabe quando soubermos nos comunicar, a insegurança há de cessar.
Quem sabe quando soubermos nos conectar, a paz há de reinar.
Quem sabe quando soubermos compartilhar, a Vida há de melhorar.
Quem sabe, isso tudo aconteça, se pararmos de, simplesmente comprar, julgar e brigar.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Sentimentos de um Idiota em uma Vida sem Sentido
Solto, largado, disponível, estagnado.
Atarefado até o pescoço, sigo atolando a cabeça.
Esforço físico, mas mais psicológico, para que esta se esqueça.
Esqueça deste eu, petrificado, fixo, errante, parado.
Diante de tantas redes sem sinal.
Sigo tentando me conectar, simplificar, me ligar.
Sucesso não há. Não agora, que não sei mudar.
Mudar meu jeito, de estragar tudo no final.
Circuitos organizados. Pareço imutável, pré programado.
Pensar, sem sentir, me condena e me mantém confinado.
Sempre que tento, o que quer que seja, me afundo até a cabeça.
Mas independente da escolha, o final não permite que eu me esqueça.
Atolado em um mar de pensamentos, sentimentos e necessidades.
Pensando demais, não sinto, e escolho, reduzo as possibilidades.
Nesse jogo, sempre perco, não importa como começou.
E o rumo inevitável segue. E quando vejo já se acabou.
Mas eu tento. E nem trapaceando ganho. Na cara dura me saboto.
Conscientemente ou não, não importa, uma vez mais capoto.
Assim fico eu aqui a sonhar, com o dia em que algo mudará para mim.
Mudará para o que quero, para aquilo em que sei que sou bom.
Mas me fecho e me resguardo, canto, sem fazer nenhum som.
Quase imperceptível, procuro a esmo um simples sim.
Pelo caminho sinto que deixo algo de mim, perco meus pedaços.
Cada vez menos de mim é compartilhado, me protejo em meus embaraços.
Mas estes, diferente de João e Maria, não me guiam de volta para o início.
São dados, perdidos, não recuperados. Consumidos pelo processo e pelo vício.
Diante de minha confusão e inconstância, é difícil ver um final feliz.
Triste, cabisbaixo, me abandono enfim, pendurado por um triz.
Não penso muito no futuro, mas o presente se apresenta frio todas as noites.
Pernoito e me sufoco. Torturo minha pele, como sal jogado em feridas de açoites.
De dia, o sol esquenta. Mas, desperto, meu coração febril me maltrata.
Um vazio me suga. E por noites sem fim, minha mente, em insônia, me mata.
Coração lento. Coração acelerado. Mantendo meu corpo consciente.
Mente rápida, mente minuciosa, me afasta da saudosa felicidade.
Mente e coração unidos, demonstram uma grande capacidade.
De me induzir a decidir errado e tornar este vazio sempre presente.
Atarefado até o pescoço, sigo atolando a cabeça.
Esforço físico, mas mais psicológico, para que esta se esqueça.
Esqueça deste eu, petrificado, fixo, errante, parado.
Diante de tantas redes sem sinal.
Sigo tentando me conectar, simplificar, me ligar.
Sucesso não há. Não agora, que não sei mudar.
Mudar meu jeito, de estragar tudo no final.
Circuitos organizados. Pareço imutável, pré programado.
Pensar, sem sentir, me condena e me mantém confinado.
Sempre que tento, o que quer que seja, me afundo até a cabeça.
Mas independente da escolha, o final não permite que eu me esqueça.
Atolado em um mar de pensamentos, sentimentos e necessidades.
Pensando demais, não sinto, e escolho, reduzo as possibilidades.
Nesse jogo, sempre perco, não importa como começou.
E o rumo inevitável segue. E quando vejo já se acabou.
Mas eu tento. E nem trapaceando ganho. Na cara dura me saboto.
Conscientemente ou não, não importa, uma vez mais capoto.
Assim fico eu aqui a sonhar, com o dia em que algo mudará para mim.
Mudará para o que quero, para aquilo em que sei que sou bom.
Mas me fecho e me resguardo, canto, sem fazer nenhum som.
Quase imperceptível, procuro a esmo um simples sim.
Pelo caminho sinto que deixo algo de mim, perco meus pedaços.
Cada vez menos de mim é compartilhado, me protejo em meus embaraços.
Mas estes, diferente de João e Maria, não me guiam de volta para o início.
São dados, perdidos, não recuperados. Consumidos pelo processo e pelo vício.
Diante de minha confusão e inconstância, é difícil ver um final feliz.
Triste, cabisbaixo, me abandono enfim, pendurado por um triz.
Não penso muito no futuro, mas o presente se apresenta frio todas as noites.
Pernoito e me sufoco. Torturo minha pele, como sal jogado em feridas de açoites.
De dia, o sol esquenta. Mas, desperto, meu coração febril me maltrata.
Um vazio me suga. E por noites sem fim, minha mente, em insônia, me mata.
Coração lento. Coração acelerado. Mantendo meu corpo consciente.
Mente rápida, mente minuciosa, me afasta da saudosa felicidade.
Mente e coração unidos, demonstram uma grande capacidade.
De me induzir a decidir errado e tornar este vazio sempre presente.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Soldados
Máquinas de guerra.
Máquinas sem terra.
Máquinas contra máquinas.
Máquinas contra nós.
Máquinas usadas.
Usadas contra vós.
Vós e eles.
Menos em nós e mais neles.
Soldados, usados, calados.
Calados por uns poucos.
Usados, como cães loucos.
Soldados, que bradem roucos.
Eles contra nós?
Mas nós somos voz.
E vós também são eles...
Então, somos nós contra nós mesmos.
Vós contra vós mesmos.
Eles contra eles mesmos.
Cansados, contrariados, ordenados.
Cansados por não saberem por que lutam.
Contrariados por lutarem contra si mesmos.
Ordenados por interesses conglomerados.
Mas sempre há o justificado.
Psicopata profissionalizado.
Mata, tortura, abusa.
Tudo autorizado.
Louco por poder.
Poder de poder bater.
Bater sem o por que responder.
Mas até quando?
Quantos mais de nós, de vós e deles terão de sofrer?
Sofrer por sofrer.
Sofrer para viver.
Viver para morrer.
Morrer sem merecer.
Sem nem merecer viver...
Máquinas sem terra.
Máquinas contra máquinas.
Máquinas contra nós.
Máquinas usadas.
Usadas contra vós.
Vós e eles.
Menos em nós e mais neles.
Soldados, usados, calados.
Calados por uns poucos.
Usados, como cães loucos.
Soldados, que bradem roucos.
Eles contra nós?
Mas nós somos voz.
E vós também são eles...
Então, somos nós contra nós mesmos.
Vós contra vós mesmos.
Eles contra eles mesmos.
Cansados, contrariados, ordenados.
Cansados por não saberem por que lutam.
Contrariados por lutarem contra si mesmos.
Ordenados por interesses conglomerados.
Mas sempre há o justificado.
Psicopata profissionalizado.
Mata, tortura, abusa.
Tudo autorizado.
Louco por poder.
Poder de poder bater.
Bater sem o por que responder.
Mas até quando?
Quantos mais de nós, de vós e deles terão de sofrer?
Sofrer por sofrer.
Sofrer para viver.
Viver para morrer.
Morrer sem merecer.
Sem nem merecer viver...
terça-feira, 23 de julho de 2013
Não
Não. Uma simples palavra. Tão triste, tão pesada. Coitada, tão carregada de negatividade, medo e rejeição. Não. E simples assim, tudo o que se queria, tudo o que poderia ter sido, todos os planos, idéias, viagens, desejos e necessidades, uma Vida inteira, desaparecem ao som de uma simples, curta e fria palavra. Não.
E de repente, o chão some, e em queda livre você percebe que estava se segurando em algo que simplesmente não era para ser, paralisado em uma pequena ponte de madeira que mal aguenta seu peso, bem no meio de um precipício. Uma ponte criada por você, congelado pela incerteza de tomar as rédeas da própria vida, de dar o rumo há tanto desejado ou ainda indecifrado, não experienciado ou quem sabe ainda nem considerado, desconhecido.
Por muito tempo, sem perceber, andamos, vagarosos, temerosos, pela precária ponte da possibilidade, do talvez, da esperança de que, de repente, uma palavra legitime seus desejos e solidifique o chão sob seus pés instantaneamente e lhe dê segurança. Basta uma simples palavra, para que a felicidade, previamente planejada de forma milimétrica, inebriante, modelada e perfeita se torne realidade. Sim. Um simples, alegre, leve e libertador sim. Mas ao invés disso o que vem é um não.
E a verdade é que o "não" não é um problema. Não ter um chão sob seus pés não é um problema. O problema é ficar preso na ponte do talvez, da insegurança, da covardia. Sem coragem de atravessar a ponte e trilhar seu caminho ou se jogar dela, mergulhar de cabeça na incerteza da Vida. É essa ponte que nos prende por anos e anos, dos quais nos arrependemos algum dia, pois o tempo, esse é o único preço que a Vida sempre irá cobrar.
Então, esse "não", na realidade o libertou para o resto do mundo, para caminhar, deslizar, flutuar e por que não voar, para qualquer lugar. Basta acordar, se endireitar e cair de pé. Afinal, o chão chega uma hora ou outra. Nos dá a segurança que sempre buscamos, mas as vezes nos engana e nos confunde. O que fazer agora? Estudar? Viajar? Viver? Trabalhar? Isso cabe a cada um resolver.
Mas da próxima vez que ouvir um não, não o rejeite. Pense bem a respeito, reflita sobre a situação, e abrace a chance de que você possa, com sorte e com tempo, se tornar a pessoa que você realmente gostaria de ser, a pessoa que você realmente é, sem máscaras, com a confiança para enfrentar medos, problemas ou qualquer outra pedra que aparecer no caminho. O resto, como dizem por aí, é consequência. Mas devo dizer que, de vez em quando, um pouco de inconsequência pode ser bastante saudável.
E de repente, o chão some, e em queda livre você percebe que estava se segurando em algo que simplesmente não era para ser, paralisado em uma pequena ponte de madeira que mal aguenta seu peso, bem no meio de um precipício. Uma ponte criada por você, congelado pela incerteza de tomar as rédeas da própria vida, de dar o rumo há tanto desejado ou ainda indecifrado, não experienciado ou quem sabe ainda nem considerado, desconhecido.
Por muito tempo, sem perceber, andamos, vagarosos, temerosos, pela precária ponte da possibilidade, do talvez, da esperança de que, de repente, uma palavra legitime seus desejos e solidifique o chão sob seus pés instantaneamente e lhe dê segurança. Basta uma simples palavra, para que a felicidade, previamente planejada de forma milimétrica, inebriante, modelada e perfeita se torne realidade. Sim. Um simples, alegre, leve e libertador sim. Mas ao invés disso o que vem é um não.
E a verdade é que o "não" não é um problema. Não ter um chão sob seus pés não é um problema. O problema é ficar preso na ponte do talvez, da insegurança, da covardia. Sem coragem de atravessar a ponte e trilhar seu caminho ou se jogar dela, mergulhar de cabeça na incerteza da Vida. É essa ponte que nos prende por anos e anos, dos quais nos arrependemos algum dia, pois o tempo, esse é o único preço que a Vida sempre irá cobrar.
Então, esse "não", na realidade o libertou para o resto do mundo, para caminhar, deslizar, flutuar e por que não voar, para qualquer lugar. Basta acordar, se endireitar e cair de pé. Afinal, o chão chega uma hora ou outra. Nos dá a segurança que sempre buscamos, mas as vezes nos engana e nos confunde. O que fazer agora? Estudar? Viajar? Viver? Trabalhar? Isso cabe a cada um resolver.
Mas da próxima vez que ouvir um não, não o rejeite. Pense bem a respeito, reflita sobre a situação, e abrace a chance de que você possa, com sorte e com tempo, se tornar a pessoa que você realmente gostaria de ser, a pessoa que você realmente é, sem máscaras, com a confiança para enfrentar medos, problemas ou qualquer outra pedra que aparecer no caminho. O resto, como dizem por aí, é consequência. Mas devo dizer que, de vez em quando, um pouco de inconsequência pode ser bastante saudável.
domingo, 14 de julho de 2013
Alien (Eilienne)
Missplaced, missfaced, misslooked.
From elsewhere he came, and from elsewhere he is tooked.
And elsewhere involves two different things,
where he was born and how he is seen.
If he doesn't fit right, he is nothing. Has no rights.
If he is from the wrong place, forget him, he can be replaced.
From elsewhere he came, and from elsewhere he is tooked.
And elsewhere involves two different things,
where he was born and how he is seen.
If he doesn't fit right, he is nothing. Has no rights.
If he is from the wrong place, forget him, he can be replaced.
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