Do nada, nada quero. Do tudo, nada espero.
De mim, o ímpeto do ser. Ser para mim. Para os outros. Para viver.
Se o absoluto não existe, quero o incompleto, o imperfeito, o alegre e o triste.
Quero ter a coragem de me jogar de cara. Sem medo de errar, com confiança rara.
Rara pois duvido de mim mesmo. Raciocino sobre o mundo a esmo.
Mas todos somos capazes de mudar. Basta querer, se motivar.
Motivação vem de fora e de dentro. É preciso abraçá-la, aproveitar o momento.
Sem isso, estagnamos na sobrevivência. Supervalorizamos o raciocínio e relegamos a existência.
Sejamos o que somos, sem abdicar de existir. Pensemos em quem somos, sem esquecer de sentir.
A plenitude da Vida se apoia nas suas escolhas. Por isso vivam, saiam de suas bolhas.
Enfrentem a Vida com certa inconsequência. Sintam, de vez em quando, a liberdade da existência.
A razão tanto ajuda que atrapalha. Quando muito se pensa, a dúvida se espalha.
Não duvidem de si mesmo, nem por um momento. Somos capazes de tudo, dado o certo tempo.
Aceitem o que querem, sem medo de errar. O pior da Vida é viver sem tentar.
Abracem suas vontades, receios e momentos. Abracem o mundo, suas alegrias e seus tormentos.
Pensem bastante, mas não se esqueçam de sentir. Com a atitude certa, a melhor fase ainda está por vir.
Os problemas nos afastam da felicidade. Assim como nosso ego nos afunda em vaidade.
Problemas vêm e vão, sempre existirão. Focar neles é gastar a Vida em vão.
Para todo problema uma solução se encontra. Sintam suas mentes, simplifiquem a conta.
Afinal todos sempre erraremos e sempre acertaremos. O que importa é que parte lembraremos.
Então mesmo perdidos, tentem não se desesperar. Uma hora ou outra, a Vida há de te encontrar.
Queimando no fogo, vezes gelado, vezes quente. Somos todos consumidos por questões diferentes.
Mas da combustão, as cinzas restarão. Aguardando, como num momento de hibernação.
Até que a hora seja certa, e tudo se refaça. E como a Fênix, ressurgiremos com leveza e graça.
E o ciclo recomeça, atemporal, sem pressa. Diferente em cada caso, de remessa em remessa.
E a aventura da Vida é, mais uma vez, retomada. Renascemos prontos para uma nova fase a ser iniciada.
Seja o que for, aguentem firme e prevaleçam. Valorizem o existir, de sentir nunca se esqueçam.
Saiam, conheçam, riam, chorem, se explorem. Cada um no seu limite, vivam sua Vida, não se ignorem.
sábado, 13 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
E agora?
E se eu dissesse agora, que estava errado?
E se eu dissesse que por meu ego fui enganado?
E se fosse eu, o primeiro a desejar no agora o passado?
E se eu soubesse que, dentre todas as minhas dúvidas, é você a minha única certeza?
Como pude ser tão idiota e digno de tal proeza?
Dentre todas as idiotices que eu te disse, por que justo essa você foi escutar?
Dizer que não te quero não serve nem pra me enganar.
Você foi tão verdadeira que só podia ser mentira.
Como podia eu acreditar que me queria?
Ah! Que hora para pensar o que não devia!
Ah! Que hora para não sentir o que dizia!
Por que é tão difícil me entregar?
Me parece tão simples...fechar os olhos e me jogar...
Agora caio no precipício em minha mente.
Me vejo sem você tão de repente.
Sem chão, em queda crescente.
Mergulho num desejo tão latente,
De te ter para mim, de ser seu.
De me jogar em teus braços e não mais ser meu.
Com a cabeça em seu colo eu podia voar.
Agora, nada mais tenho, e não consigo nem pensar.
Ah! A comédia da vida privada,
que de comédia não tem nada.
Cai num lugar comum e te perdi.
E assim, como sempre, foi sem você que eu percebi.
Todos os sinais me apontavam para você.
Como posso agora te esquecer?
Fui tão besta que não quis enxergar.
Inocente fui e acreditei que podia me bastar.
Agora sei que sem você sou incompleto.
Agora sei, que sem você, o futuro é incerto,é árido, é deserto.
E se eu dissesse que por meu ego fui enganado?
E se fosse eu, o primeiro a desejar no agora o passado?
E se eu soubesse que, dentre todas as minhas dúvidas, é você a minha única certeza?
Como pude ser tão idiota e digno de tal proeza?
Dentre todas as idiotices que eu te disse, por que justo essa você foi escutar?
Dizer que não te quero não serve nem pra me enganar.
Você foi tão verdadeira que só podia ser mentira.
Como podia eu acreditar que me queria?
Ah! Que hora para pensar o que não devia!
Ah! Que hora para não sentir o que dizia!
Por que é tão difícil me entregar?
Me parece tão simples...fechar os olhos e me jogar...
Agora caio no precipício em minha mente.
Me vejo sem você tão de repente.
Sem chão, em queda crescente.
Mergulho num desejo tão latente,
De te ter para mim, de ser seu.
De me jogar em teus braços e não mais ser meu.
Com a cabeça em seu colo eu podia voar.
Agora, nada mais tenho, e não consigo nem pensar.
Ah! A comédia da vida privada,
que de comédia não tem nada.
Cai num lugar comum e te perdi.
E assim, como sempre, foi sem você que eu percebi.
Todos os sinais me apontavam para você.
Como posso agora te esquecer?
Fui tão besta que não quis enxergar.
Inocente fui e acreditei que podia me bastar.
Agora sei que sem você sou incompleto.
Agora sei, que sem você, o futuro é incerto,é árido, é deserto.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Rosa
Uma rosa no jardim, perfeita e comum, natural e desabrochada.
Ela é linda, vermelho carmim, sedosa e tão perfumada.
Triste seria sua beleza, por quem passa, não ser notada.
Mas é fácil sentir sua ausência depois de arrancada.
Era igual a todas as outras, mas diferente para mim.
Tinha a essência da rosa, a mais linda do jardim.
Foi em uma noite iluminada que eu a vi, brilhando assim,
Dividindo um mar de rosas pálidas, opacas, sem fim.
Não era minha rosa, não era a rosa de ninguém.
Diante de sua magnitude, as outras ficavam aquém.
Mas o mundo é traiçoeiro, pois outro agora a tem.
O jardim continua igual, muitas flores, nada além.
Outras rosas ainda vejo, mesmo jardim, mesmo canteiro.
Mas são todas diferentes, de minha flor estou carente. Seu perfume está ausente.
Minha linda rosa perdida, roubada e escondida.
Tirada de mim, levando minha alma, por ela possuída.
Por falta de coragem, deixei de ser guerreiro,
agora deito-me com a certeza de nunca mais ser inteiro.
Estranho ser tomado por esse sentimento de liberdade.
Estou livre mas preso para sempre a ela, essa é minha verdade.
Chorar por sua perda não vou, mesmo que ainda sinta saudade,
Pois prefiro lembrar das vezes quando a via, e havia felicidade.
Ela é linda, vermelho carmim, sedosa e tão perfumada.
Triste seria sua beleza, por quem passa, não ser notada.
Mas é fácil sentir sua ausência depois de arrancada.
Era igual a todas as outras, mas diferente para mim.
Tinha a essência da rosa, a mais linda do jardim.
Foi em uma noite iluminada que eu a vi, brilhando assim,
Dividindo um mar de rosas pálidas, opacas, sem fim.
Não era minha rosa, não era a rosa de ninguém.
Diante de sua magnitude, as outras ficavam aquém.
Mas o mundo é traiçoeiro, pois outro agora a tem.
O jardim continua igual, muitas flores, nada além.
Outras rosas ainda vejo, mesmo jardim, mesmo canteiro.
Mas são todas diferentes, de minha flor estou carente. Seu perfume está ausente.
Minha linda rosa perdida, roubada e escondida.
Tirada de mim, levando minha alma, por ela possuída.
Por falta de coragem, deixei de ser guerreiro,
agora deito-me com a certeza de nunca mais ser inteiro.
Estranho ser tomado por esse sentimento de liberdade.
Estou livre mas preso para sempre a ela, essa é minha verdade.
Chorar por sua perda não vou, mesmo que ainda sinta saudade,
Pois prefiro lembrar das vezes quando a via, e havia felicidade.
sábado, 6 de abril de 2013
Amor
Amor é coisa boa,
por vezes fica, por vezes avoa.
Quando fica, é fábrica de história,
Quando fica, é fábrica de história,
quando avoa, fica na memória.
Seja amizade ou algo a mais,
o amor dura onde reina a paz.
O sentimento, mesmo quando verdadeiro,
pode ser duradouro ou passageiro.
Move a vida de forma intensa,
muda quem somos e quem seremos.
E é isso que queremos, para todos, afinal,
amor irrestrito, indistinto, irracional, mundial.
domingo, 31 de março de 2013
Eu, tu, ele...
Dividido, repartido, despedaçado, incompleto.
Sem eira e nem beira, indeciso e incerto.
Estático e imóvel, nos olhos nenhuma centelha.
A inércia congela, estilhaça e espelha.
Sem lar, sem par, sem ar.
Inspiro e expiro o nada, devagar.
Trem sem trilho, carro sem rua, avião sem céu.
Conscientes e reclusos, pensamentos viram fel.
Cérebro sem coração, sentimento sem razão.
Dois mundos indiferentes, buscando uma conexão.
Suspiros e devaneios, ansiedades e receios.
Envolvem esses mundos em um longo tiroteio.
Nem homem e nem menino, ninguém quer se responsabilizar.
Todos no mesmo barco, só esperam o Sol chegar.
Mas este não virá sozinho, as nuvens não irão se dissipar.
Assim, homem ou menino, alguém tem de remar.
Mas remar não é tão simples, não há manual de instrução.
Há de se aprender, na marra, a pensar com o coração.
Mas logo lhe aviso que a tarefa é traiçoeira.
Não há um na história, que o tenha feito de primeira.
Mas a hora chega para todos, tão certa quanto a morte.
E coitados são aqueles que esperam se valer da sorte.
Viver é um trabalho, mas trabalhar não é viver.
A linha é bem tênue amigo, devo-lhe dizer.
O bom de tudo, é que não há errado e nem certo.
Remando para qualquer lado, há sempre terra por perto.
E se o esforço e a dedicação forem bem aplicados,
aí sim, os bons ventos soprarão para os seus lados.
Nós vivemos paralisados, sem saber a razão.
Erramos só pensando, pois a vida é ação.
Não a ação fria, moral e incessante.
E sim a unificada, coletiva e interessante.
Digo-lhe, por fim, que não há receita para a Vida.
Mesmo no caminho mais obscuro, sempre há uma saída.
Por isso, levante a cabeça e saia por ai.
Não há ninguém, além de você, que possa te impedir...
Sem eira e nem beira, indeciso e incerto.
Estático e imóvel, nos olhos nenhuma centelha.
A inércia congela, estilhaça e espelha.
Sem lar, sem par, sem ar.
Inspiro e expiro o nada, devagar.
Trem sem trilho, carro sem rua, avião sem céu.
Conscientes e reclusos, pensamentos viram fel.
Cérebro sem coração, sentimento sem razão.
Dois mundos indiferentes, buscando uma conexão.
Suspiros e devaneios, ansiedades e receios.
Envolvem esses mundos em um longo tiroteio.
Nem homem e nem menino, ninguém quer se responsabilizar.
Todos no mesmo barco, só esperam o Sol chegar.
Mas este não virá sozinho, as nuvens não irão se dissipar.
Assim, homem ou menino, alguém tem de remar.
Mas remar não é tão simples, não há manual de instrução.
Há de se aprender, na marra, a pensar com o coração.
Mas logo lhe aviso que a tarefa é traiçoeira.
Não há um na história, que o tenha feito de primeira.
Mas a hora chega para todos, tão certa quanto a morte.
E coitados são aqueles que esperam se valer da sorte.
Viver é um trabalho, mas trabalhar não é viver.
A linha é bem tênue amigo, devo-lhe dizer.
O bom de tudo, é que não há errado e nem certo.
Remando para qualquer lado, há sempre terra por perto.
E se o esforço e a dedicação forem bem aplicados,
aí sim, os bons ventos soprarão para os seus lados.
Nós vivemos paralisados, sem saber a razão.
Erramos só pensando, pois a vida é ação.
Não a ação fria, moral e incessante.
E sim a unificada, coletiva e interessante.
Digo-lhe, por fim, que não há receita para a Vida.
Mesmo no caminho mais obscuro, sempre há uma saída.
Por isso, levante a cabeça e saia por ai.
Não há ninguém, além de você, que possa te impedir...
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